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letra de o caminho do samba / eu não sou o que ela pensou - maestro pocho pérez

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[verso 1: humberto marçal]
alô, amigos, sou o ritmo mais popular de um grande país
e o meu nome é samba
sou muito conhecido hoje em dia em todo o mundo
mas poucos sabem a minha história
pois bem, vou contar-lhes um pouco de mim
nasci no século xvi
na época da colonização na minha terra
sou originário do batuque africano
minha etimologia é muito discutida
alguns acreditam que sou a reverência
com que o dançarino faz convite a um dos componentes da roda
outros me atribuem origem tupi
significando “cadeia feita de mãos dadas”
há quem acredite que derivo da existência de palavra em dialetos africanos
significando “culto através da dança”
outros ainda, que eu derivo de “muçamba”
instrumento africano em forma de chocalho ou maracas
bem, vamos deixar a minha etimologia de lado

[verso 2: humberto marçal]
vivo em um país na américa do sul
e faço parte de um povo alegre, de coração n0bre
de um povo cordial e feliz
que o receberá verdadeiramente de braços abertos
um povo que vive em uma terra fértil, de clima ameno
onde o sol brilha durante doze meses
onde suas praias de areias brancas
são banhadas pelas águas azuis do oceano atlântico
enfim, vivo em um país em eterna primavera
sou da terra do café, algodão, cacau, borracha e pedras preciosas
sou da terra da vitória-régia, pororoca, iguaçu, copacabana e brasília
sou da terra do uirapuru, tucano, arara e sabiá
sou da terra de santos dumont, oswaldo cruz
jorge amado, césar lattes, oscar niemeyer
lúcio costa, di cavalcanti e portinari
sou da terra de carlos gomes, villa lobos
sérgio mendes, carmen miranda
chico buarque de holanda, tom jobim
roberto carlos e elis regina
sou da terra de pelé
[verso 3: humberto marçal]
e para que eu possa ter vida
preciso de alguns instrumentos de percussão
bastante originais como
os chocalhos: uma versão brasileira das maracas
o tamborim: uma caixa pequena e chata
coberta de um lado com pele e aberta no outro
é tocado com uma pequena vareta
o afoxê: semelhante à maraca
porém um pouco maior coberto com várias fileiras de contas
é tocado rolando-o contra a palma da mão
o agogô: uma série de dois ou três cones de aço
de tamanhos diferentes, unidos a uma vareta longa
é tocado batendo-se os cones com uma haste de aço
o reco-reco: uma prancha de madeira, cheia de ranhuras
como uma tábua de esfregar roupa
e é tocado deslizando-se uma vareta
para cima e para baixo
o pandeiro: é equivalente ao tamborim
sendo de forma redonda
tendo nas laterais pequenos pratos de metal
é tocado com o movimento contínuo das mãos
a cuíca: assemelha-se ao bongô
dentro do tambor há uma haste de madeira ligada à pele
e se estende até a extremidade aberta
toca-se esfregando com força a haste com um pano úmido
a frigideira: uma pequena panela de aço, sem tampa
toca-se batendo-se com uma vareta, também de aço, no seu fundo
o ganzá: um cilindro de estanho longo e côncavo
cheio de pequenas pedras
é tocado fazendo-se o mesmo movimento de uma coqueteleira
[ponte: humberto marçal]
agora que vocês já me conhecem mais detalhadamente
ouça, o meu ritmo mais familiar, o meu ritmo de carnaval
a batucada das escolas de samba

[verso 4: trio pagão]
sei onde ela mora, mas eu não vou lá
sei na terça-feira onde ela está
mas eu não vou, eu confesso que não vou
moro no morro, mas não sou o que ela pensou
eu sei, eu sei onde ela mora, mas eu não vou lá
sei na terça-feira onde ela está
mas eu não vou, eu confesso que não vou
moro no morro, mas não sou o que ela pensou
deixa de disse-me-disse, diz [?] também me falou
se a minha mulher saber disso, vai ter rebuliço lá no meu chatô
deixa de graça, menina, meu dinheiro você carregou
homem que é homem não chora
mulher vai-te embora, que é tão natural
eu confesso que não vou
moro no morro, mas não sou o que ela pensou
moro no morro, mas não sou o que ela pensou
moro no morro, mas não sou o que ela pensou
moro no morro, mas não sou o que ela pensou

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