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letra de entre-tempo - g'zuz 4535

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[intro]
aaaaaaaoh sh-t, og’ n-gg-, layzen
entre-tempos, entre-espaços

[verso 1: g’zuz]
tou de volta à estrada, acordado numa batida
corre-me pela veia, flow e poesia em demasia
vejo a ganância propagada pelo nosso povo
enquando a lealdade circula com cheiro a m-f-
não vejo, nada de novo, aleijo, quem me marcou
bocejo, enquanto voo, no plain, que me salvou
tanta dor, tanta tralha, tanta história mal contada
sou um colete à prova de bala que não furará por nada
tropa eu olho à minha volta e sinto tudo vazio
ao mesmo tempo enriquecido pelo dinheiro e seu brilho
ofereçam um casaco à velhinha que está com frio
porque s’ela tá na rua foi pelas dívidas do filho
sinto o desgaste da nossa bela natureza
evolução? não é sinónimo de menos coerência
enquanto um og’ pensa à espera que todos pensem
acendo o vosso ódio em mortalhas que me aquecem

[refrão: g’zuz e layzen]
na mesma corrida, sem competição
de cabeça erguida e com ambição
nada trava a escrita, a nossa ligação
de corpo e alma no hip-hop a dar voz à nação

[verso 2: layzen]
tou de volta à estrada repara, o puto vem em brasa
de casa trago barras escritas pela madrugada
farto de perder o fio à meada
farto de correr sem ganhar uma medalha
são vários patamares, sim ninguém se compara
querem subir patamares mas na retranca
eu trabalho e com a minha rima avanço
não abanco nem espero que apareça feito
vesti a farda, vou p-ssar a palavra
tento ver a natureza, visão nublada
tento encher a despensa, a nota fica esc-ssa
porque nada nunca foi, nem nunca será de graça
quem tudo quer tudo perde, sempre ouvi dizer
senão vem um fiador e começa a colher
o que a mim, demorou tanto a crescer
eu tenho que lutar para não ficar a arder

[refrão: g’zuz e layzen]
na mesma corrida, sem competição
de cabeça erguida e com ambição
nada trava a escrita, a nossa ligação
de corpo e alma no hip-hop a dar voz à nação

[verso 3: g’zuz]
estou de volta a casa repleto de informação
tou cansado e no saco ainda não tenho um tostão
mas sinto que no fundo estou bem direcionado
sou dono de um tesouro que ainda não foi encontrado
calculo as coordenadas para encontrar uma saída
desta f-cked up vida, pega no whisky e vira
enche mais o copo, enrola o nosso joint
p-ssa o bloco, é don’t stop, cabeça fica on point
nunca paramos a fundo porque parar é morrer
atiçamos a chama sem nunca a deixarmos morrer
duplo sentido numa palavra obscura
conceitos gramaticais misturados c’a cultura
sempre c’a rima pura, o rap cura, a união perdura
enfrentamos os problemas sempre c’a mesma postura
embora o nosso hip-hop tenha sofrido rotura
m-th-f-cka eu tou no estúdio com um kit de costura (diz-lhe)

[refrão: g’zuz e layzen]
na mesma corrida, sem competição
de cabeça erguida e com ambição
nada trava a escrita, a nossa ligação
de corpo e alma no hip-hop a dar voz à nação

[verso 4: layzen]
estou de volta a casa, reparo que venho mais cansado
aqui ninguém me vê, sou como um refugiado
e como um náufrago, eu estou solitário
no quarto a escrever a ver se dobro o salário
da ambição à acção, entre o sim e o não
desistir, é que nunca vai ser solução
não sou empregado, também não sou patrão
mas trabalho pra ganhar e sentir evolução
pode até ser missão com um cenário perigoso
mas só sentes amor nos versos q’eu te trouxe
é a minha boa acção do dia, estou amoroso
sou incapaz de não dár à música o meu calor
maníaco, mania desta cisma
é paixão, batidas amam rimas
mesmo no chill, eu não quebro as rotinas
primeiro lealdade, só depois vejo conquistas

[refrão: g’zuz e layzen]
na mesma corrida, sem competição
de cabeça erguida e com ambição
nada trava a escrita, a nossa ligação
de corpo e alma no hip-hop a dar voz à nação
de corpo e alma no hip-hop a dar voz à nação
eu estou no hip-hop, no hip-hop estou
e ao hip-hop lealdade dou (4x)

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