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letra de alma de favela - 1kilo

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[letra de “alma de favela” com doisp, funkero, pablo martins, black & sadan]

[verso 1: sadan]
eu sou alma de favela, nego, desde que eu nasci
eu cresci, tô aí firme e forte, a caminhada é pique mambo’s king
eu me jogo ali no ringue
que eu te mostro a verdades, eles omitem
eu sou mais que multidão, que cadeia
vi mais uma princesa, uma sereia
indo na visita em teixeira
numa s-xta-feira, a lua cheia
esconde a verdade por trás de teia
de uma trama de um sujeito cujo o nome
ainda é desconhecido
ele parece com um gringo
tem naipe de latino
roupa esporte fino, é nós
tenta a sorte, meu bonde é feroz
mais um filho seu se foi
mais um verdadeiro em foice
sou mais um louco, louco
mais uma mãe que chora

[verso 2: black]
para chegar até a paz, primeiro é preciso p-ssar pela guerra
mas joga na ponta do lápis tudo que nós perde e quanto nós enterra
vem, te mostro onde a esperança termina
e é coincidência ser bem próxima de onde o ódio começa, hein?
na frase ele é mimizento, eu sou sujeito
já que lá vem a polícia e eu ainda sou o maior suspeito
mas quando eu falo, cês nem liga mesmo
prefere ouvir brancos falando sobre como é que é difícil ser preto
máscaras caem, quantos mais caras mais caem
vai, me diz por quem você põe a mão no fogo
daqui alguns meses estarei com mais dinheiro do que amigos
ao redor, graças a esse maldito jogo
os traços dela chamam mais atenção que traçante
cruzando o céu de madrugada e aí cê pensa é que eu
vou gravar um rap
a meta é fazer cash
pra viajar esse mundo grande com a minha pequena

[refrão: pablo martins]
olhe por mim, senhor…
enquanto eu olho a ladeira
vida fria onde os fracos não têm vez
não é dia de brincar de viver (alma de favela)
olhe por mim, senhor…
enquanto eu olho a ladeira
vida fria onde os fracos não têm vez
não é dia de brincar de viver (alma de favela)

[verso 3: doisp]
original de favela, marginal de alma eterna
vida p-ssa e cê nem vê, viver não é igual na novela
eu vi merda aquela vez pra nem querer me envolver mais nisso
é necessário andar de peça já que o mundo é meu inimigo
cada esquina nós se esquiva do destino
destilo o veneno da vida, vivendo como quer
eles ‘tão me vendo bem, agora eu vendo sonho
de quem quer estar bem de vida sem ter que perder pros vermes
faça o certo ou p-ssa dessa pra melhor
da zs até a zo
o fundamento é um só, fé
quero poder andar tranquilo na favela onde eu nasci
brinda um novo dia porque nós seguiu na vida

[verso 4: funkero]
morteiro na mão, estouro no ar
avisando que a polícia a qualquer hora vai chegar
quando é seis da manhã, as luzes da favela apaga
quem for da boca fica, quem não for da boca rala
chuva de bala, silêncio que precede o esporro
rajada de ak no alto do morro
bota a cara, tenta a sorte que o azar é certo
esquivando de projéteis na selva de concreto
armamento russo, droga colombiana
guerrilha carioca, selva urbana
feio e esperto, com a cara de mau
sociedade me criou mais um marginal
na terra onde chacina é rotina
milhões de favelados na fila da guilhotina
na terra onde chacina é rotina
milhões de favelados na fila da guilhotina

[refrão: pablo martins]
olhe por mim, senhor…
enquanto eu olho a ladeira
vida fria onde os fracos não têm vez
não é dia de brincar de viver (alma de favela)
olhe por mim, senhor…
enquanto eu olho a ladeira
vida fria onde os fracos não têm vez
não é dia de brincar de viver (alma de favela)

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