letra de velho moço - rayner todie & menino cebola
[verso 1: rayner todie]
talvez alguma a vida não parece tão sozinha
eu encontrei o meu lugar nesse mundo
e eu posso admitir que é tão bom ver pessoas gritando pelo seu som
as vezes ser famoso não é tão ruim assim
finalmente nessa vida eu vejo uma brecha
um avanço ocorreu pela sua primeira vez
era outubro, dia 18
um velho moço me parou
“como anda seu trabalho?”, ele perguntou
sem pressa, respondi
“eu não tenho emprego algum, eu vivo da minha arte”
“é ela quе me anima todo dia, por um motivo a mais pra viver nessе mundo”
cabisbaixo, o moço velho me benzeu, e disse:
“sua alma é tão limpa, mas emite uma aura tão dissaciada”
“tenha orgulho do que faz, seu legado é fluvial”
“feche o olho e cubra o mundo, yago”
emocionado, eu fiquei
num piscar de olhos, ele já não tava lá
eu procurei, onde vai ‘tá
assustado, o encontrei
mas se bem que eu tinha sido salvo
nenhuma visão me atormentou desde então
eu descobri a verdade
a pessoa que eu mais confiei não é nada que um dia acreditei
eu não consigo parar quieto, necessito de alguma explicação
eu preciso de um perdão, desculpa, sei lá
algum arrependimento já bastava
mas eu vejo que não tem
então esquece
não tem perdão
eu tenho que terminar esse serviço com a minha própria mão
[verso 2: menino cebola]
já faz tanto tempo, que eu não lembro se era certo, se era desde que eu era um feto
só sei que me fez carente de afeto
eu acabei pendurado no teto, trancado no banheiro
só com uso do chuveiro, correndo
passava o dia inteiro estragando minha mente, mentalidade de doente
não devia nem ser chamado de gente
era viciado, mas ainda não era no cigarro
me tornou dessensibilizado, longe de ser civilizado
incapaz de manter uma interação, era capaz de arrancar a pele da minha mão
e logo quando [?] ignoraram o meu não
então de volta aos trilhos, ou melhor
pulando neles
voltam na memória todas aquelas vezes que gritei por ajuda
mas a resposta que lhe disseram
“mano, não se esquenta”
me diz onde tem amizade nessa história
seu filha duma puta, você não se ajuda
eu sei que no fundo, tu se culpa
mas é que agora já não ‘tô lá pra isso
olha que desperdício, agora não vai ser eu quem vai me afundar no vício
minha paciência não é contrato vitalício
agora morra no niilismo
cacete
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